Parte 2 – Microbiota Intestinal


A comparação com dietas ancestrais sugere que carboidratos densos acelulares promovem uma microbiota (flora) inflamatória, e podem ser a causa primária da resistência à leptina e da obesidade. 
Os autores começam por indicar que foi um grande erro implicar o consumo de gordura como causa de obesidade (ou seja, são pessoas esclarecidas); 
Com a dieta ocidental, manter-se magro requer restrição calórica voluntária contínua;
Mesmo os ocidentais magros têm leptina alta (leptina é um hormônio que deveria produzir saciedade e maior gasto calórico; neste contexto, leptina alta é um indicador deresistência à leptina, uma situação na qual há redução do gasto calórico e aumento da fome);
Os nativos de Kitava, que consomem uma dieta páleo de ALTO carboidrato (60-70% das calorias na forma de raízes e frutas, mas sem grãos nem açúcar), têm níveis de leptina, insulina e glicose dramaticamente mais baixos que os dos ocidentais (embora seu nível de atividade física seja o mesmo de um trabalhador braçal ocidental);
As causas não são genéticas/étnicas, pois os nativos que mudam-se para as cidades tornam-se obesos;
O mesmo fenômeno foi observado em outra culturas caçadoras-coletoras mundo afora;
É notável a independência da proporção de macronutrientes na saúde das populações que consomem dietas ancestrais:
  • Kitava: ALTO carboidrato, incluindo alto índice glicêmico
  • Masai, Kavirondo, Turkhana: muita carne vermelha, baixo carboidrato.
  • São todos igualmente saudáveis e livres das doenças ocidentais; 
Em humanos, no entanto, dietas low carb reduzem o peso de forma espontânea, enquanto dietas low fat só funcionam mediante restrição calórica forçada;
Em humanos, caçadores-coletores de sociedades com alto consumo de gordura são tão saudáveis quanto caçadores-coletores de sociedades de sociedades com alta consumo de carboidratos – ambos não apresentam sinais de problemas metabólicos ou inflamatórios;
Assim, há ALGO na dieta ocidentalizada que é responsável pela inflamação e obesidade, e não é a proporção de carboidratos e/ou gorduras;
Uma teoria universal da obesidade precisa ser capaz de conciliar as observações de que sociedades primitivas com dietas de baixo carboidrato e alto carboidrato são, AMBAS, magras e saudáveis;