Efeitos adversos da poluição – Parte 4


 

A respiração no ar poluído pode ser especialmente prejudicial para o sistema respiratório, levando ao estresse oxidativo que pode preparar o cenário para asma e outras doenças das vias aéreas. 
Um estudo importante descobriu que o sulforafano  pode induzir a expressão gênica de enzimas que ajudam a combater o estresse oxidativo na via aérea superior. Como resultado, os pesquisadores concluíram que o sulforafano poderia ser uma “nova estratégia terapêutica” para a doença das vias aéreas induzidas por oxidantes. 
Os sulforafanos estão presentes nos vegetais cruciferos (brócolis, couve, couve flor, repolho entre outros). 
Os brotos de brócolis também foram citados como uma forma rápida e sustentável de desintoxicar o corpo de poluentes no ar. Promovem a rápida excreção do corpo de poluentes atmosféricos cancerígenos (incluindo o benzeno). Isto é especialmente importante, uma vez que a exposição à poluição atmosférica tem sido associada ao câncer de pulmão e às doenças cardiopulmonares.
Um componente nas couves de bruxelas, chamado de glucosinolatos, pode reduzir o dano oxidativo do DNA causado por toxinas ambientais em até 28%. Eles reduzem a carcinogenicidade de muitas toxinas ambientais, aumentando a expressão genética de importantes enzimas desintoxicantes.
Finalmente, o agrião, um vegetal também da família das crucíferas, contém um derivado de glucosinolato que pode proteger contra danos ao DNA causados por carcinógenos ambientais de alto risco, como os encontrados no fumo do tabaco.
Pesquisas conduzidas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos demonstraram que o consumo de óleo de oliva impediu a redução da dilatação dos vasos sanguíneos devido à poluição. Para o estudo, os cientistas deram para 42 sujeitos 3 gramas de azeite ou óleo de peixe todos os dias durante um mês, e um terceiro grupo serviu como controles. Os participantes foram então expostos a duas horas de ar filtrado para determinar uma linha de base, e no dia seguinte foram expostos a duas horas de partículas finas e ultrafinas (um componente perigoso da poluição do ar). Em seguida, os pesquisadores testaram a função endotelial dos sujeitos, medindo sua dilatação medida pelo fluxo da artéria braquial e sua fibrinólise, o mecanismo natural anti-coagulação do corpo. Eles descobriram que a dilatação mediada pelo fluxo foi reduzida no grupo controle e, em menor grau, no grupo de óleo de peixe também. 
No entanto, o grupo do azeite não apresentou redução estatisticamente significativa na dilatação, o que significa que eles foram protegidos contra os efeitos do ar poluído na capacidade de dilatação dos vasos sanguíneos.