Genética e Alimentação Parte 3


 

A compreensão estendida da nutrigenômica veio com o aprofundamento dos estudos da interação entre o genoma do alimento, microbioma intestinal e hospedeiro humano, muito publicado na literatura atual. Uma ilustração recente do potencial de uso da nutrigenômica foi publicado na revista Molecular Cell em 2016. A equipe de pesquisadores comprovou que embora a composição do DNA seja relativamente fixa, os genes respondem de forma diferente a diferentes dietas.

Para este estudo, camundongos foram criados em duas dietas: rica em vegetais, ou rica em açúcares simples e gorduras. Como resultado, no grupo da dieta rica em vegetais, descobriram que alguns dos ácidos graxos de cadeia curta, produzidos a partir do metabolismo de bactérias intestinais, ao fermentar os nutrientes dos vegetais se comunicavam com as células dos animais.

A interação alimento-genoma, que não altera o gene e sim sua expressão, acarretou em alterações epigenéticas no DNA. Esses processos são importantes no combate a doenças inflamatórias pela diminuição da expressão de genes inflamatórios. Os pesquisadores concluíram que essas descobertas ajudam na compreensão das complexas interações entre dieta, microbiota intestinal e regulação epigenética, as quais podem determinar a susceptibilidade do organismo a doenças.

Fonte: Essentia Pharma – Abril/17